Irmã Ana de Jesus

Sou Irmã Ana de Jesus, Professa de votos temporários e estou no Carmelo de Piracicaba desde julho de 2007.

Sinto-me imensamente feliz em pertencer a Ordem de Nossa Senhora do Carmo, ser filha de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz.

“A Vocação é uma presente de Deus. Ele nos escolhe porque nos ama, não pelas nossas boas ações.”

Bem, antes de ser religiosa, quando morava com a minha família, eu me encontrava distante da igreja; não rezava e era extremamente vaidosa. Já adulta, nem a primeira comunhão tinha feito ainda, por incrível que pareça.
Quando completei 24 anos houve uma grande mudança em minha vida.

Senti-me totalmente atraída por Jesus. Queria participar da Santa Missa, rezar o terço e ser evangelizada. Cheguei a comprar uma antena parabólica com o dinheiro do salário só para assistir sempre a Canção Nova, tamanha era minha sede de Deus.

Entrei para o Crisma e depois de ter recebido o sacramento da confirmação do meu batismo, veio no meu coração um forte desejo de ser freira, de ser totalmente de Deus.

Tive que pedir insistentemente a Jesus e a Nossa senhora a graça de desapegar de minha família. Pedia para que minha mãe aceitasse meu chamado e também forças para deixá-los.

O momento da minha partida foi bem difícil, mas consegui com a graça de Deus e me encontro hoje firme e perseverante na vida contemplativa a serviço da igreja.

Em fim, sua misericórdia nunca falta para aqueles que, de coração aberto, respondem ao seu designo de amor.

Que Deus abençoe cada um de vocês e continuemos juntos em oração,

Com abraço fraterno da sua,

Irmã Ana de Jesus, ocd

Irmã Elizabeth Maria da Santíssima Trindade

“Aqueles que realmente querem seguir a Cristo o mínimo que pode dar é a vida.”
Santa Teresa D’Ávila

Olá! Sou Irmã Elizabeth Maria da Santíssima Trindade e vou partilhar um pouco sobre meu chamado ao Carmelo.

Sou natural de Pouso Alegre-MG; tenho dois irmãos e uma irmã, sendo meu irmão mais novo aspirante Carmelita em Caratinga - MG; venho de uma família pobre mais católica, lembro-me que minha mãe nos levava a Santa missa em minha paróquia, chamada missa das crianças. Fiz a primeira comunhão e crisma nesta mesma paróquia, após a crisma entrei no grupo de jovens ALFA, mas nunca pensei em ser religiosa.

Meu Irmão mais novo Luiz Fernando frequentava muito o Carmelo da Sagrada família de Pouso Alegre e falava tanto das monjas que me despertou curiosidade de conhecê-las mais de perto.

No jubileu de 60 anos do Carmelo meu Irmão pediu para meu pai ver as monjas que estava no locutório antes da missa para receber os cumprimentos por ocasião do jubileu, fui junto com meu pai. Ao ver as monjas e aquela alegria que transfigurava o rosto senti algo estranho, então a Madre Irmã Maria Teresa me chamou perto da grade e disse: ”Quando Jesus joga a rede não tem como fugir.” Fiquei em silêncio e sai do locutório.

Passado alguns dias aquela frase me perturbava o coração, mas eu dizia a Deus que não queria ser religiosa e muito menos carmelita que ficava trancada, fugia das missas no Carmelo e ia à missa da Catedral, pois pensava que assim fugiria do chamado. Era só ilusão, aquela voz dentro de mim “gritava” mais forte.

Fui me confessar com Sacerdote muito santo e falei para ele o que havia acontecido, ele me disse: “Deus está te chamando para ser dele por inteira” rebati com o sacerdote dizendo: ”Eu? O que um Deus quer de mim? Uma criatura pequena e pecadora?”, o sacerdote só disse: “Descubra você mesma”.

Então comecei a participar mais do Carmelo; na época estava com 16 anos, encontrei a postulante Marisa (Ir Maria Letícia) que conversou muito comigo e marcou para falar com a Mestra e aí deu-se início ao acompanhamento vocacional.

Entrei no dia 5 de Março de 2005 com 18 anos; entrei já com o desejo de ser Irmã Veleira (É uma irmã externa, responsável pelo trabalho fora, ou seja, aquela que vela por Jesus Sacramentado e pelas Irmãs, no serviço externo do mosteiro).

Vim para Piracicaba para ajudar a começar a formar novas veleiras para esse mosteiro. Já estou aqui há um ano e meio, tenho seis anos de Carmelo.

Sou muito grata a Deus por ter me chamado a esta Ordem, por me dar a oportunidade de vê-Lo em minhas Irmãs e por me ensinar que a cada dia minha vocação é somente amar e doar-me.

Gostaria de deixar este pequeno recado para aquela e aqueles que querem seguir a Cristo: vale à pena deixar tudo por Ele! Dificuldade existe em todos os lugares, mas temos que ser como o rio, que supera tudo para chegar a seu percurso final que é o mar. A serva de Deus Madre Maria Imaculada da Santíssima Trindade dizia:

“A vida é breve! Devemos aproveitar cada segundo para o único e necessário de nossa vida”

Então, meus Irmãos, vamos procurar a Cristo em tudo e em todos, pois só assim acharemos a felicidade plena.
Unida em oração, sua

Ir. Elizabeth Maria da Santíssima Trindade, ocd

Irmã Graça

“Nosso Senhor não seria capaz de inspirar-me desejos irrealizáveis”.
Santa Teresinha do Menino Jesus

Oi, sou a irmã Maria da Graça da Eucaristia.

Gostaria de partilhar com vocês um pouco sobre meu chamado à vida religiosa carmelita.

Minha família mora aqui em Piracicaba e desde pequena lembro-me que meus pais nos levavam para a Santa Missa. Lembro-me da Igreja da Paulicéia onde fui batizada e depois da Igreja São Francisco Xavier onde meus familiares frequentam ainda hoje.

Nossa vocação começa nos primeiros tempos da infância quando nossos pais lançam em nossos corações a semente da piedade e do testemunho. O que nunca me esqueço é de meus pais nos ensinando a termos responsabilidade nos estudos, respeito e bom trato com os vizinhos, amor às coisas santas; ensinaram-me também a ser honesta comigo mesma, sempre cumprir a palavra que tinha dado e ser desprendida das coisas que não me fariam bem.

Comecei a trabalhar aos 15 anos e estudava a noite. Como Deus já me queria para Si, nesse tempo da adolescência dizia às minhas amigas: “não vou ser freira, mas se eu fosse seria carmelita”, porém nem sabia o que era uma carmelita.

Não dava muito importância a esse apelo interior e vivia a minha vida como qualquer adolescente da minha idade. Ia a festas, saia com os amigos e tive a experiência do namoro.

Gostava muito de estar com os amigos, de conhecer pessoas, de ouvir músicas, o que aprendi desde cedo, pois minha família gosta muito de música; minha mãe vivia cantando pela casa (rs).

Comecei a descobrir o Carmelo por volta do ano 2000 quando entrei para o Grupo da Patrícia Cruz; nele fui tendo os primeiros contatos com a espiritualidade carmelitana. Com os participantes do grupo, aprendi o caminho da pequena via de Santa Teresinha; li pela primeira vez o livro “História de uma alma”, e é inútil dizer que comecei a amar nossa Teresinha; e todos os pequenos sacrifícios do dia-a-dia eu oferecia pela santificação dos sacerdotes. Gostava muito de fazer esses pequenos atos de amor pela Igreja, principalmente pelos sacerdotes, e pouco a pouco, fui percebendo que Deus me infundia um grande amor a oração e o exercício das pequenas coisas pela salvação das almas.

Depois de um curto acompanhamento espiritual, “resolvi” experimentar a vida das irmãs carmelitas. Neste período tive que ter a fé de Abraão, pois “parti, sem saber para onde ia”, mas estava disposta a fazer aquilo que acreditava ser a vontade de Deus para minha vida.

Estou aqui há seis anos, e dia 15 de agosto passado fiz um ano de profissão solene (votos perpétuos) e ESTOU MUITO FELIZ!

Agradeço a Deus pelo Seu chamado; pela graça com que me presenteou de ter minha família que tanto me apóia e ajuda a ser sempre mais Dele; pelos amigos que rezam por minha perseverança e pelo meu diretor espiritual que é o rosto visível de Deus para mim.

Deixando uma mensagem a todas as meninas que sentem o desejo de se entregar sem reservas a Deus posso dizer que o Bom Deus preenche todas as nossas expectativas; que Ele é o melhor amigo, irmão e esposo que se possa encontrar. Não tenham medo de se aventurar nessa grande e bela ventura de se deixar enamorar por Deus.

Que Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresinha guardem a todos vocês e que Jesus, Sol do amor, ilumine e aqueça seus corações.

Um abraço fraterno e lembrança nas orações,
Ir Graça

Irmã Maria de Jesus Crucificado

Nasci no dia 13 de março de 1957, no estado do Sergipe. Somos em 12 irmãos vivos e 4 falecidos.

Sou cristã de família cristã recebi os dois sacramentos (Batismo e Crisma) quando era ainda bebê, na época em que nasci era este o costume. O catecismo, portanto, a primeira comunhão eu o fiz na idade adulta isto devido às dificuldades do lugar onde morávamos não havia ninguém para evangelizar. A primeira formação que recebi foi de meus pais.

No estado do Sergipe tudo era muito difícil, meu pai tinha um pequeno sitio que mal dava para sustentar a família, a falta de chuva e de terra para o plantio dificultava a sobrevivência, ele vendeu o sitio e nós viemos para o sul do país em busca de melhores condições de vida.

Nesta época eu tinha apenas seis anos de idade, éramos quase todos pequenos e foi muito difícil a adaptação ao clima, mas deu para sobreviver.

Fui crescendo e fui buscando sentido para a vida, pensava em estudar para ter um futuro melhor, apesar das dificuldades consegui fazer até o colegial. Trabalhava e estudava, sempre buscando minha felicidade. Mas não consegui encontrar-me, nem no trabalho, nem em passeios. Tudo era muito vazio, não achava sentido em nada do que fazia sempre faltando algo que não sabia discernir o que era. Insisti comigo mesma em descobrir alguma coisa que completasse aquele vazio que sentia meu coração.

Gostava muito de ajudar as pessoas que me cercavam, mas tudo era pouco.

Certo dia na missa da manhã, senti o desejo de participar do coral, pois gosto de cantar. Foi o primeiro passo que deu novo sentido à minha vida. Depois comecei a participar das varias pastorais da igreja onde morava, na cidade de Paulínia. Em todos os movimentos pastorais que existia queria fazer parte, tinha muita sede de Deus e não sabia o que fazer saciar tal desejo. Até o dia em que Deus me chamou para ser religiosa.

Deus me concedeu a graça da vocação no seguimento de Cristo aqui na ordem das carmelitas Descalças, estou muito feliz e encontrei-me em tudo, desde o primeiro momento que cheguei, pois encontrei o “oxigênio” onde eu posso respirar para o resto de minha vida.

Em fim esse tudo que procurava que me completasse era Deus; posso dizer como nossa Santa Madre Teresa “só Ele basta”.

Um abraço fraterno a todos,
Irmã Maria de Jesus Crucificado, ocd

Irmã Mariana da Cruz

Quando adolescente não sabia nada sobre vida monástica nem mesmo tinha ouvido falar, mas lembro-me que ficava horas e horas repetindo: “O monge vai para o deserto encontrar Deus”.

Impulsionada pelo amor de missionário entrei na comunidade católica Shalom onde conheci Santa Madre Teresa de Jesus.

Sou grata a Deus pela minha vocação, eu não seria feliz em nenhum outro lugar a não ser no Carmelo, onde encontro Deus nosso único amor e pedagogo. Não somos alienadas aqui, vivemos de fato a unidade a comunhão com Deus e a Humanidade.

Onde está Deus está o homem, por isso a vida da carmelita é toda doação, oração que une céu e terra.

Faço um apelo aos jovens que sentem chamadas que não deixem de responder ao apelo de Deus em seus corações.

Louvado seja nosso senhor Jesus Cristo pelos apóstolos e todos os santos e santas que nos ensinam a segui-Lo mais de perto. Amém

Irmã Mariana da Cruz

Irmã Maria do Carmo

Queridos irmãos:

Falar sobre a própria estória de vida é falar sobre os feitos do Senhor; isso se torna difícil diante da realidade de que Deus está sempre além do que pensamos e entendemos; o que em minha pequenez pude experimentar de Deus e entender de suas graças, partilharei um pouco desta minha caminhada até aqui.

Nasci no ano de 1980, na capital de São Paulo. Meus pais são Oscar Gonçalves Coelho e Maria José Coelho (já falecida) dos quais sou a filha mais nova entre três irmãos. Recebi o nome de Edna Gonçalves Coelho e considero uma grande graça de Deus haver nascido no seio de uma família cristã onde me foram lançadas as primeiras sementes desta fé.

Algo que desde cedo brotou em meu coração e se tornou a força propulsora de minha caminhada foi: a busca do sentido da vida e o questionamento acerca desta foram causas de muita inquietação e falta de ambientação em tudo que buscava e fazia. Cheguei a ponto por vezes pensar ter nascido por engano, tal era o vazio que sentia antes de ser alcançadas por Deus.

Apesar de sempre ter frequentado a Igreja, a experiência que tinha de Deus era de um Deus muito distante, ao qual eu me dirigia, mas não sabia se era ouvida. Só a partir da experiência do “Deus comigo” e em mim que minha vida pode de fato receber este nome. E ao sentir-se amada por Deus senti igualmente que deveria amar meus semelhantes e a partir daí, minha inquietação e busca foi a de saber a maneira de como corresponder ao amor de Deus amando Seus filhos.

Embora tivesse havido uma grande mudança no meu relacionamento com Deus e com as pessoas, continuei a me sentir como que deslocada diante das realidades em que vivia, buscava ou que me eram apresentadas, até que um dia em meus questionamentos, Deus serviu-se de minha mãe para me mostrar o caminho, embora ela diga não se recordar nem ter algum dia pensado ou sonhado ter uma filha religiosa; em uma de nossas conversas não sei se brincando ou falando sério, ela me disse estas palavras: “Porque você não vai ser freira?” E isso calou dentro de mim; a impressão que tive foi a de estar nascendo naquele momento. E não demorei a procurar conhecer esse estilo de vida.

Como não tinha nenhum conhecimento a cerca da vida consagrada e seus carismas, aos 17 anos fiz experiência no primeiro convento que encontrei perto de minha casa, cuja fundadora é Francisca Xavier Cabrini, de irmãs missionárias. Gostei muito e desejei abraçar aquela vida. E participando de encontros vocacionais e ajudando nas missões, à medida que ia me adentrando mais e me comprometendo com os trabalhos missionários fui sentindo o desejo e a falta da oração em comunidade; e isso foi ficando tão forte em mim que ao invés de dar aulas de alfabetização para os adultos – que era meu ofício – comecei a colocar todos para rezar.

Como até aí não conhecia outro estilo de vida consagrada fui persistindo neste caminho, um pouco preocupada com um vazio que novamente comecei a sentir; e nesse tempo no qual se celebrava o Centenário da morte de Santa Teresinha, a paróquia onde eu participava teve a graça de receber a urna com a Relíquia de Santa Teresinha.

Eu não a conhecia, mas ao saber que era padroeira das missões, não hesitei em pedir sua intercessão para alcançar de Deus a graça do espírito e fervor missionário, pois não queria desistir do caminho que havia iniciado; foi a graça que pedi ao tocar sua Relíquia. E por meio de uma religiosa, pude conhecer mais sobre Santa Teresinha e assim, o Carmelo. Após algumas visitas e contato com o mesmo encontrei o que desejava.

Entrei para o Carmelo em março do ano 2000, iniciando assim um novo caminho de busca, de encontro comigo mesma e com Deus. Como todo caminhante, tropecei muitas vezes; caí, levantei e tudo foi e é graça de Deus.
“E o que poderei retribuir ao Senhor por tudo que fez em meu favor?” O mínimo que Lhe posso oferecer, ou melhor, restituir é minha própria vida, e com ela, todos os que, pelo amor providente deste mesmo Deus, contribuíram direta ou indiretamente para que eu chegasse até aqui.

Meu agradecimento a todos, principalmente aos meus pais, que contribuíram com a vontade de Deus, permitindo que eu viesse ao mundo; por todo cuidado e paciência que tiveram com a criatura inquieta que sempre fui até encontrar o caminho escolhido por Deus. Também às irmãs que me acolheram neste Carmelo de Piracicaba e que foram para mim Sacramento do amor misericordioso do Senhor, que nos fita sempre com um olhar de esperança.
Providencialmente fiz minha profissão solene no dia de nosso Pai São João da Cruz e posso dizer que, como ele, estou em busca do Amado.

Deixando um recado para as meninas que desejam uma palavra de encorajamento diria que vale a pena deixar tudo para buscar Aquele que sempre está nos procurando e que nunca iremos sozinhos nesta busca, pois temos os irmãos, companheiros de viagem. Diga seu SIM a esse Deus que nos ama demais.

Unidos em orações, me despeço com um abraço fraterno a todos,

Ir Maria do Carmo, ocd

Irmã Conceição do Sagrado Coração de Jesus

Quando tinha 9 anos eu senti um forte desejo de ser freira, porém na minha família estava havendo uma grande dificuldade entre meu pai e minha mãe.

Nesse mesmo período, minha mãe ficou grávida e logo depois que meu irmão nasceu precisei cuidar dele e o tempo foi passando; aos 14 anos comecei a trabalhar numa fábrica de costura e lá permaneci durante 2 anos.

Nesse tempo percebia muito o sofrimento de minha mãe; ela sempre ia à missa e nos levava consigo. Com 18 anos ainda continuava com aquele desejo, mas no meio de tantas dificuldades, não sabia discernir o que Deus queria de mim e também não tinha quem me ajudasse.

Com o casamento do meu irmão nessa época, eu e minha mãe tivemos que tomar conta da casa, pois meu pai tinha saído de casa.

Com 24 anos de idade era muito tímida e reservada e minhas amigas riam muito de mim porque eu não tinha namorado, então fiz a experiência do namoro, porém percebi que não era aquilo que meu coração desejava.
Minha mãe ia toda segunda-feira num Grupo de oração, mas como eu trabalhava não podia ir com ela. Percebia que isso estava fazendo muito bem a ela, pois chegava toda animada e me contava todas as graças que lá acontecia.

Quando chegou meu período de férias do trabalho, fui com ela participar do Grupo e naqueles dias o coordenador estava fazendo a novena das rosas de Santa Teresinha. A partir daquele momento senti um desejo de participar mais do grupo e me chamaram para ser uma das intercessoras. Sempre rezamos a novena das rosas e embora estando muito feliz no Grupo, sentia que faltava alguma coisa. Passei um período de 1 ano no Grupo e crescia sempre mais o desejo de estar e ser cada vez mais de Jesus, porém como já tinha 28 anos, achava que com essa idade já não podia ser freira, pois sabia que há uma idade limite para se entrar num convento.

Mesmo com esse sentimento continuei meu caminho; no final de 2002 conheci a Aliança da Misericórdia onde vi algumas irmãs e pensei: ‘acho que aqui posso ficar’ e fiquei lá até 2011, participando nas missas, ajudando nos ministérios. No ano de 2008 fui passar um mês na Casa dos Adoradores; lá chegando me deram uma foto de Santa Teresinha e um missionário, hoje sacerdote, pediu para que eu rezasse pedindo a intercessão de Santa Teresinha, pois ela tinha algo para minha vida.

Em 2009 fui morar na escola de Evangelização da comunidade porque ainda existiam dúvidas na minha vocação. Durante esse tempo fui fazer uma missão na cidade de São José dos Campos e em todas as casas ou lugares em que passávamos havia uma imagem de Santa Teresinha; terminado essa missão, um missionário veio conversar comigo e disse: ‘Santa Teresinha vai fazer uma surpresa sua vida’ e pegando minha mão, entregou-me uma medalhinha de Santa Teresinha e disse para esperar um ano.

Eu guardei aquilo no meu coração, porém eu já estava com 37 anos.

Em agosto de 2010 vim nesse Carmelo assistir a profissão solene de uma Irmã e começamos a nos corresponder por cartas.

Em maio de 2011 fiz outra missão em Minas Gerais e quando terminou essa missão, dia 17 de maio, voltei para casa. Passado 2 meses vim novamente nesse Carmelo, conversei com as irmãs e minha entrada foi marcada para dia 1º de Outubro de 2011 – Festa de Santa Teresinha.

Hoje faz 2 anos que estou aqui, graças a Deus e a intercessão de Teresinha. Estou muito feliz e deixo essa mensagem aquelas ou aqueles que desejam seguir mais de perto Jesus: não tenham medo de dizer sim, pois tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. Ele chama e capacita cada um de nós.

Santa Teresinha do menino Jesus, rogai por nós!

Com orações e alegria em Deus,
Irmã Conceição